8 de março de 2013

[.eu quero um amor para a vida inteira.]

:: Talvez criar um espaço dentro da consciência grande o bastante para guardar e aceitar as contradições de alguém, e até suas idiotices, seja um tipo de ato divino. Talvez a transcendência não se encontre só nos picos solitários das montanhas ou nos ambientes monásticos, mas também na mesa da cozinha; na aceitação cotidiana dos defeitos mais cansativos e irritantes do parceiro....
Portanto, não, quando menciono "tolerância" não falo em aprender a aguentar o que não presta. Falo em aprender a adaptar a vida da maneira mais generosa possível em torno de um ser humano basicamente decente que, às vezes, pode ser um pentelho insuportável. Quanto a isso, a cozinha conjugal pode se parecer com um templinho azulejado aonde vamos diariamente praticar o perdão como nós mesmos gostaríamos de ser perdoados.
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Mas quem sabe se esses atos minúsculos de tolerância domestica, de um jeito quieto e imensurável, também não são outro tipo de milagre.
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No fim das contas, parece que o perdão talvez seja o único antídoto realista que o amor nos oferece para combater as decepções inevitáveis da intimidade."
Do livro Comprometida.
(Elizabeth Gilbert)

6 de março de 2013

[.mais amor, por favor.]

‎:: Tenho sede de sabedoria, vontade de emprestar as cores do arco íris para colorir as ideias dessa gente cinza, opaca e vazia que não sabe propagar nenhuma cor, nenhuma luz, nenhum bem.
As pessoas andam falidas de sentimentos, lotam as caixas postais com inveja e falsidade, trituram a dor do outro e bebem em doses homeopáticas só para se sentirem bem.
Isso é normal?
Isso tudo é frio demais.
(Um Lugar ao Sol Perto do Vento)